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Advogado tenta enganar juiz ao esconder preposto debaixo da mesa

  • Foto do escritor: Neriel Lopez
    Neriel Lopez
  • 25 de out. de 2024
  • 3 min de leitura



Um episódio inusitado e surpreendente ocorreu durante uma audiência trabalhista virtual em Curitiba, atraindo atenção nacional. Um advogado teria tentado esconder o preposto de uma empresa debaixo da mesa com o intuito de enganar o juiz Thiago Mira de Assumpção Rosado, responsável pela condução do caso. A tentativa de ocultar o representante da empresa foi rapidamente descoberta pelo juiz, gerando não só repercussão entre os profissionais da área como também um pedido de investigação pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Paraná (OAB/PR) por possível infração ética.


O incidente com o preposto: Tentativa de ocultação na audiência virtual


A situação ocorreu durante uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT/PR), onde o preposto da empresa – figura central em casos trabalhistas para representar a organização – estava debaixo da mesa, fora do campo de visão da câmera. Conforme o juiz Thiago Mira percebeu movimentos suspeitos e questionou a presença de outra pessoa no ambiente, o advogado foi confrontado e admitiu o ato. Esse momento, que teria sido registrado em vídeo, rapidamente repercutiu nas redes sociais e levantou questões sobre ética e responsabilidade profissional.


Esse tipo de conduta é especialmente preocupante em um contexto onde a confiança no sistema de justiça e na transparência dos processos é fundamental. A tentativa de ocultação do preposto, figura-chave que deve estar disponível para responder a questionamentos e prestar esclarecimentos durante a audiência, vai de encontro às expectativas de ética e responsabilidade que regem a atuação de advogados no Brasil.


Resposta da OAB/PR e as possíveis consequências éticas


A Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB/PR), ciente da gravidade do ocorrido, manifestou-se em nota pública e confirmou que investigará o caso. A ação pode ser considerada uma violação ao Código de Ética e Disciplina da OAB, que exige dos advogados postura íntegra e respeito à transparência e verdade nos processos judiciais. Dependendo da avaliação do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/PR, o advogado pode enfrentar sanções que vão desde uma advertência formal até a suspensão do exercício profissional.


A repercussão deste episódio reflete uma crescente preocupação com a conduta ética dos advogados, especialmente em um contexto virtual que demanda adaptações, mas também um alto grau de responsabilidade. O incidente também levanta questões sobre a necessidade de aprimoramento nos processos de fiscalização e nas orientações de conduta para profissionais que atuam em audiências remotas.


Implicações éticas e a relevância de condutas transparente em audiências virtuais


A prática ética é um pilar na profissão advocatícia, e casos como o de Curitiba trazem à tona discussões importantes sobre a adaptação das normas e condutas em ambientes digitais. A atuação dos advogados em audiências virtuais deve ser regida pelos mesmos princípios aplicados aos julgamentos presenciais, como transparência, integridade e respeito ao processo judicial.


O uso de subterfúgios para obter vantagens no julgamento, além de ser antiético, pode comprometer a imagem da advocacia e deslegitimar a confiança que a sociedade deposita no sistema jurídico. Esse caso envolvendo o preposto escondido debaixo da mesa revela a importância de orientações claras e reforça a necessidade de uma postura ética rigorosa, ainda mais com o aumento de audiências virtuais no período pós-pandêmico.


O papel do juiz e a fiscalização em audiências remotas


O juiz Thiago Mira de Assumpção Rosado, que conduziu a audiência, agiu prontamente ao perceber a irregularidade, reforçando a importância de uma fiscalização atenta em processos judiciais, sobretudo no ambiente virtual. Sua postura trouxe visibilidade a um problema que, segundo especialistas, pode se tornar mais comum com a permanência de sessões remotas em tribunais pelo país.


Esse episódio ressalta a responsabilidade que juízes e demais envolvidos têm na supervisão de cada etapa processual, com atenção especial ao ambiente e à conduta dos participantes. Assim, situações como esta reforçam a necessidade de melhorias nas ferramentas e protocolos de videoconferência em processos judiciais, visando sempre manter a integridade das decisões.

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