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Governo debate retorno do horário de verão

  • Foto do escritor: Neriel Lopez
    Neriel Lopez
  • 16 de out. de 2024
  • 3 min de leitura



No dia 16 de outubro de 2024, o governo federal realizou uma reunião para discutir o possível retorno do horário de verão, extinto em 2019. A medida, que visa ajustar os relógios para aproveitar melhor a luz do dia, voltou a ser debatida devido à crise energética e à pressão por soluções que otimizem o consumo de energia. A decisão final sobre a adoção do horário de verão ainda não foi tomada, mas diferentes atores econômicos e sociais se posicionam sobre os possíveis impactos da medida.


Principais pontos da reunião


Durante o encontro, liderado pelo Ministério de Minas e Energia e com a participação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), foram apresentados novos estudos sobre a viabilidade da retomada do horário de verão ainda em 2024. O foco principal da discussão foi o impacto no consumo energético durante o horário de pico (entre 18h e 20h), quando a demanda por eletricidade é maior e as fontes de energia solar já não estão disponíveis.


De acordo com o ONS, a adoção do horário de verão poderia resultar em uma redução de até 2,9% da demanda máxima de eletricidade, além de economias de aproximadamente R$ 400 milhões no período de outubro a fevereiro. No entanto, a decisão de implementar a medida ainda depende de uma avaliação mais profunda sobre as necessidades energéticas do país, especialmente em meio à crise hídrica.


Posição dos atores envolvidos


A reintrodução do horário de verão divide opiniões. De um lado, especialistas do setor elétrico argumentam que a medida poderia aliviar a pressão sobre o sistema interligado nacional, ajudando a evitar o acionamento de usinas termelétricas, que são mais caras e poluentes. Além disso, a economia potencial no custo de operação é um ponto favorável, especialmente em um cenário de crise hídrica e aumento das tarifas de energia.


Por outro lado, há críticas por parte de setores ligados à saúde e ao bem-estar da população. Alguns estudos sugerem que a alteração dos relógios pode impactar negativamente o sono e o ritmo biológico das pessoas, levando a problemas de saúde, como distúrbios de sono e aumento de estresse. Empresas dos setores de turismo e lazer, que tradicionalmente apoiam o horário de verão por favorecer atividades ao ar livre, voltaram a expressar apoio à medida.


Impactos econômicos, sociais e ambientais


O retorno do horário de verão traria diferentes impactos. Economicamente, o principal benefício seria a redução nos custos de energia, principalmente em um momento em que o Brasil enfrenta problemas no abastecimento devido à seca. A economia gerada pode ser significativa ao evitar o uso de termelétricas.


No entanto, os efeitos sociais e ambientais ainda são debatidos. Ambientalmente, a medida pode ajudar a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, dado que menos termelétricas seriam acionadas. No campo social, além das questões de saúde, a mudança no horário tem efeitos no comportamento dos consumidores e nas atividades comerciais, favorecendo alguns setores, como o de lazer, mas trazendo desafios para outros.


Próximos passos


Embora a reunião do dia 16 de outubro tenha discutido amplamente os impactos e benefícios da reintrodução do horário de verão, a decisão final ainda não foi anunciada. O governo deve divulgar nas próximas semanas os resultados das análises técnicas e as considerações políticas sobre o tema. Se adotada, a medida será implementada após as eleições municipais, com previsão de início em novembro.


A expectativa é que o governo considere todas as variáveis envolvidas antes de tomar uma decisão que afete diretamente a vida de milhões de brasileiros, especialmente em um cenário energético delicado.

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